29/10/2012

COTIDIANO - Marco de Araújo

Hoje quero aproveitar a data em que comemoramos o  DIA NACIONAL DO LIVRO, para publicar para vocês, um poema maravilhoso de um amigo do Clube Caiubi de Compositores - Marco de Araújo.          

                                     Cotidiano   



OS TEUS OLHOS SÃO TÃO CLAROS
O QUANTO LHE PERMITEM,
AS LUZES DAS MARQUISES
ENFEITADAS DE NÉON
OS TEUS PASSOS SÃO TÃO FIRMES,
O QUANTO LHE PERMITEM,
A SUJEIRA DAS SARJETAS,
QUE NORTEIAM O TEU CAMINHO,
E DIGO MAIS,
QUE BELA NOTÍCIA ME TRAZES,
QUANDO NOS JORNAIS
ESTÁ ESCRITO O MEU DESTINO,
E A SIMPLES RAZÃO DE VIVER,
TORNA-SE AINDA MAIS SIMPLES,
NESTE SEU PROCEDER,
QUANDO DEIXAS DE LADO,
AQUELE TEU MAU PASSADO
QUE VOCÊ ACABOU DE COMER,
TALVEZ NÃO COMPREENDAS,
OU TE SURPREENDAS AINDA,
SE AQUELA MOVIMENTADA RUA,
FICAR DE REPENTE VAZIA,
SEM VOCÊ PERCEBER.


23/09/2012

Os melhores filmes de todos os tempos

Um Corpo que Cai, de Alfred Hitchcock, é eleito o melhor filme de todos os tempos
- Notícias - Festivais e premiações 
A tradicional revista Sight & Sound elegeu clássico de Hitchcock como o melhor da história, desbancando Cidadão Kane.
por Lucas Salgado
De 10 em 10 anos, a revista Sight & Sound realiza uma pesquisa com 846 críticos, acadêmicos e escritores de todo mundo para definir quais os melhores filmes da história do cinema. A eleição ocorre desde 1952, quando Ladrões de Bicicletas, de Vittorio De Sica, foi apontado o melhor de todos os tempos. De 1962 até 2002, Cidadão Kane,Orson Welles, reinou absoluto na primeira colocação. Agora, Um Corpo Que Cai (foto), de Alfred Hitchcock, coloca um ponto final neste domínio de 50 anos.
A revista também ouviu 358 diretores, incluindo Martin Scorsese, Quentin Tarantino, Woody Allen e Francis Ford Coppola, que geraram uma lista bem diferente, com Era uma Vez em Tóquio, de Yasujiro Ozu, ocupando a primeira posição. Abaixo você confere as duas listas completas.

Top 50 dos Melhores Filmes de Todos os Tempos pelos Críticos

1. Um Corpo Que Cai (Hitchcock, 1958)
2. Cidadão Kane (Welles, 1941)
3. Era Uma Vez em Tóquio (Ozu, 1953)
8. O Homem da Câmera (Dziga Vertov, 1929)
9. A Paixão de Joana D'Arc (Carl Theodor Dreyer, 1927)
12. O Atalante (Jean Vigo, 1934)
13. Acossado (Jean-Luc Godard, 1960)
14. Apocalypse Now (Coppola, 1979)
15. Pai e Filha (Ozu, 1949)
19. O Espelho (Andrei Tarkovsky, 1974)
21. O Desprezo (Godard, 1963)
21. O Poderoso Chefão (Coppola, 1972)
24. A Palavra (Dreyer, 1955)
26. Rashomon (Kurosawa, 1950)
26. Andrei Roublev - O Artista Maldito (Tarkovsky, 1966)
29. Stalker (Tarkovsky, 1979)
29. Shoah (Claude Lanzmann, 1985)
31. O Poderoso Chefão 2 (Coppola, 1974)
31. Taxi Driver (Scorsese, 1976)
33. Ladrões de Bicicletas (De Sica, 1948)
34. A General (Buster Keaton e Clyde Bruckman, 1926)
35. Metrópolis (Fritz Lang, 1927)
35. Psicose (Hitchcock, 1960)
35. Jeanne Dielman (Chantal Akerman, 1975)
35. Sátántangó (Béla Tarr, 1994)
39. A Doce Vida (Fellini, 1960)
42. A Canção da Estrada (Satyajit Ray, 1955)
42. Gertrud (Dreyer, 1964)
42. O Demônio das Onze Horas (Godard, 1965)
42. Playtime - Tempo de Diversão (Jacques Tati, 1967)
42. Close-up (Abbas Kiarostami, 1990)
48. Histoire(s) du Cinema (Godard, 1998)
50. Contos da Lua Vaga (Kenji Mizoguchi, 1953)
50. La Jetée (Chris Marker, 1962)

Top 10 dos Melhores Filmes de Todos os Tempos pelos Diretores 

1. Era uma Vez em Tóquio (Ozu, 1953)
2. 2001 - Uma Odisséia no Espaço (Kubrick, 1968)
2. Cidadão Kane (Welles, 1941)
4. Oito e Meio (Fellini, 1963)
5. Taxi Driver (Scorsese, 1980)
6. Apocalypse Now (Coppola, 1979)
7. O Poderoso Chefão (Coppola, 1972)
8. Um Corpo que Cai (Hitchcock, 1958)
9. O Espelho (Tarkovsky, 1974)
10. Ladrões de Bicicletas (De Sica, 1948)
Fonte: AdoroCinema - Sight & Sound

09/09/2012

Velha História - Mário Quintana



Um dia ao pescar na beira de um rio um homem pega um peixe. A partir de um gesto de afeto do pescador, os dois desenvolvem uma linda amizade que é admirada por todos na cidade. Do poema de Mário Quintana. Narrado por Marco Nanini.

07/09/2012


Conversando com Clarice – Lucinda Prado

Clarice, você confessou ter escondido um amor,
Eu confesso ter perdido um amor por tê-lo escondido.
Já senti um amor escorrer por entre os dedos e não tive a percepção de fecha-los, impedindo que ele se fosse. Depois lamentei a perda, mas já era tarde para resgata-lo... Havia encontrado mãos que o acolheram... Sem medo... Sem barreiras.
Já vivi amores que me deixaram muito, muito feliz.
Já vivi amores que me trouxeram dores agudas,
Já vivi Madrugadas de insônia e dores tão profundas rasgando por dentro.
Já vivi amores que me fizeram tão inspirada, que belos versos brotaram.
Já escrevi versos de amores, tão delicados, que lágrimas de emoção borraram meus originais.
Já sonhei com amores eternos e já os vivi eterno em momentos inesquecíveis.
Já chorei, gargalhei, tive orgasmos de luz mirando os olhos do amado
Já tive um pouco de todos os amores.
Mas o que fazer Clarice! Eu também ainda não aprendi amar pela metade.

Foto: Pelos caminhos de Ibitipoca

03/09/2012


ESCANDALOSA
(Lucinda Prado e Paulinho Natureza)
Menina moleca nas artes,
Mulher sonhadora e exuberante.
Quem te vê assim feliz, cantante.
Quer te alcançar, estrela brilhante.

Gargalhadas cristalinas,
Dentes brancos afiados.
Rodopiando alegre, linda.
Com seu vestido rodado

Despertando inveja e cobiça,
Espalha flores nos cabelos, ela é,
Nova Gabriela com cravo e canela
Doce menina, pimenta mulher.

Sorrisos para os velhos
Risadas para as crianças
Gargalhando de si mesmo
Dança, rodopia e encanta.

Seguem com ela
Ricos, pobres, homens, mulheres,
Vamos todos gargalhar.
Vamos cantar, vamos dançar.
Vamos dançar, vamos cantar.


10/08/2012

Matizes Poéticas - Lucinda Prado



Do som da paz
Da cor da dor...
Poetas são seres às vezes loucos
Às vezes inimagináveis
Encontram cor na paz
Outras vezes lhe dá sons.
Sentem cor com dor
E veem dores coloridas.
Rimam cor com amor
Flor com pele
Sensualidade com vermelho- paixão.
De olfatos delatados
Sentem cheiros de pecados
Dão asas às nuvens
Pintam o céu de carmim
Engolem ventos azuis
E sopram brisas de tédio.

Um dia um poeta
Montou no cavalo branco,
E alado se foi pra lua
Lutar contra São Jorge.

Ah... Esses poetas!
Os poetas mentem demais!
Assim falava Zaratustra.

  Foto: Lucinda Prado

15/07/2012

Ceifando - Lucinda Prado




























E disse adeus a todos os elos enlaçados
despediu de sonhos multifacetados
expurgou vícios já banguelas
vestiu-se de lucidez e foi rasgando

Ventres podres de rotinas adquiridas
paixões carnais de gostos rançosos
que gemendo foram ficando atados
num canto do corpo, embaçando o tempo

Entre pedradas e cortes foi decepando
cabeças zodiacais de astros falidos
se foi gemendo, cortando, aparando
rompendo diques de amor frustrado

Seguiu chorando pela dor do corte
profundo talhe de batalhas internas
vasou artérias, derramou o lodo
e gemendo partiu sonhando.


14/06/2012

Lançamento do Livro Doido,Eu?

http://www.fontebrasil.com.br/site/index.php?pg=jrbrasil

Notícias do lançamento do Livro DOIDO,EU? Dia 09/06/12 em São Paulo


A alegria contagiante de quem lutou muito por este momento.
Sonekka, Monsyerrá Batista ao lado de Anja Sônia, ao fundo
Lucinda Prado e Rolan Crespo, 
o destaque vai para Léris  Seitenfus
Lucinda Prado ladeado pelos caiubistas
Sonekka (criador do Clube Caiubi de  Compositores) e Rolan Crespo (da diretoria do Caiubi) 
Léo Nogueira(revisor e contista)Monsyerrá Batista(contista)
Eu e Naldo Miranda (compositor de Maria Fumaça)

Ana Paula Fumian Contista) num abraço gostoso

Lucinda Prado em momento de autográfos

Márcio Celi Ladeado pelas contistas

Convidados Vips

Sônia(Anja) Contista e uma das inspiradoras do projeto do livro
Meu querido amigo Pecchia

Abaixo Minha alegria entre Vlado Lima(Pop Para-choque)
E Anja contista do livro Doido,Eu?


Os livros prontos para o lançamento



Com Léris Seitenfus, Marco Araujo e
Lia Giannechini
Contistas do livro
Com Marco Aráujo (contista)



Com Távito Carvalho(prefaciador) - Sonekka (apresentador)
Júnior Brasil (contista)
Compre aqui o livro 'Doido,Eu?'

03/06/2012

Doido,Eu?, por Lucinda Prado( organização) - Clube de Autores

Doido,Eu?, por Lucinda Prado( organização) - Clube de Autores: 'via Blog this'

Diz o adágio popular que de médico e de louco, todo mundo tem um pouco.
Resolvemos unir nossas loucuras e queremos compartilha-las com vocês. Para facilitar, fizemos um livro falando disso: nossos loucos e a loucura nossa de cada dia. E isso merece uma festa, claro. Uma festa para celebrar a loucura de todos nós, loucos de amor, de paixão, de tesão e de memórias...
O livro Doido, eu?? traz numa coletânea de contos sobre andarilhos e loucos, tudo isso e muito mais. Cada louco com seu conto, cada conto com seu autor, todos embriagados de prazer e de poder brincar com a loucura uns dos outros, feito crianças: São 31 contistas escrevendo 40 contos.
Anja (Sonia),Adalton Miguel, Antonio Carlos de Paula, Erico Baymma, Airton Meireles, Valéria Pisauro, Sonya Prazeres, Roberto Armorizzi, Carlinho Motta, Oswaldo Faustino, Paulo Sill, Oswaldo Rosa, Graziella Hessel, Monsyerrá Batista, Léo Nogueira, Marcio Policastro, Marco Araújo, Lérs Seitenfus ,Monica Martins, Lucia Helena Corrêia, Lia Helena Giannechini‏, Etelvina Costa, Ana Paula Fumian , Carlos Lindberg Benício dos Santos, Cesar Carvalho, Núbia Cardoso, Ray Rolin, Emerson Sbardelotti e, de Roraima, JÚNIOR BRASIL e LUCINDA PRADO.
A coordenação do projeto é assinada pela escritora e empresária goiana, morando atualmente em Roraima, Lucinda Prado.
Como aos loucos sempre se dá uma ajuda, o Clube Caiubi de Compositores aderiu à ideia dando-lhe abrigo e suporte. E o resultado está ai: Um livro prá chamar de seu. Por isso o lançamento será no dia do aniversário de 10 anos do clube. Um presente adoravelmente louco!
Mas, mesmo com essa loucura toda que foi a pré-produção do livro (imagine reunir dezenas de autores de diversos cantos do Brasil e transformar isso numa bela obra) não perdemos o fio de meada e nem esquecemos que somos um clube de compositores (o que são os escritores, na verdade, se não uma espécie de poetas de textos cursivos... ou de letristas que, em vez de cantados, querem ser lidos... Afinal, na santa loucura de dizer, toda palavra é música... E vice-versa! Como bem disse o SONEKKA, em sua apresentação do livro).
Portanto, teremos dois eventos conjuntos: O lançamento do livro e a festa de aniversário de 10 anos do Clube Caiubi de Compositores, no mesmo café, mas em outro espaço reservado (infelizmente para alguns, mas para nossa louca alegria,  os  ingressos para a festa já estão esgotados).
Os dois eventos conjuntos será no Café Paon, na Avenida  Pavão, 950, em Moema, dia 09 de junho, às 19h30.

*Preço do livro - R$ 40,00 - Entrada livre.
Para mais informações sobre a obra e/ou entrevistas, contato direto com a coordenadora do projeto, Lucinda Prado, pelos números  095 9112 2202 /3224 6063
Ou com Junior Brasil, pelo celular 095 9971 3395

SERVIÇO:
O Que: Lançamento do livro Doido, Eu??
Quem: Lucinda Prado e Júnior Brasil
Quando: Dia 09 de junho de 2012   As 19h30
Onde: No Café Paon (avenida Pavão, 950 – Moema (SP)

01/05/2012

"Prosa e Digressões Poéticas" - Lucinda Prado e Luciano Linhares



















Você vive da música ou a música vive em você?
Estou sempre navegando nas ilusões que vivem em mim e que transformam o espírito e o sonho em realidades que transcrevemos.
Além dos sonhos que transformam suas ilusões em realidades, nosso espírito navega em outras paragens.
Às vezes eu mesmo não consigo explicar porque escrevemos inspirações tão diversas, às vezes, alimentando histórias que não são nossas, ou, traduzindo traços de outras memórias que não vivemos...
São os poetas loucos que vivem em nós.
Ou podemos também ser os loucos que vivem dos poetas...
Às vezes somos tomados por uma fúria poética que não sabemos de onde vem... Apenas não entendemos se somos os poetas loucos, ou os loucos poetas.
É racional que possamos suar toda a energia em versos e canções com as mais diversas assinaturas e as mais intensas paixões...
Quantas vezes sentimos vontade de assinar com pseudônimo...
Outras vezes nos sentimos esvaziados de todos eles... Tentamos por horas a fio e nada;
Todo este processo da alma me encanta.
Às vezes fico intrigado com algumas coisas que acontecem sem que percebamos... Mas, enfim é assim, acredito que somos transcendestes que conseguimos olhar com os olhos da alma, em tempos passados, e, tempos presentes. Minha arte nada mais é que estas traduções, muito embora eu as rubrique com meu nome, vamos dizer assim, material!
Somos uma soma de todos nós...
Em nossa arte tudo é possível quando mantemos nossa alma em alerta.
Nossas canções e nossos versos falam isto...
Por tudo isso em minhas andanças pela natureza... Sugo o máximo que posso. Sou uma vampira da natureza e das criaturas que a habitam,
És vida nesta natureza plena em que transcursa e sabes traduzi-las da melhor forma.
Somos a soma das nossas canções e vampiros das ilusões! 


Ilustrado:




18/04/2012

O Tempo Pede Desculpas - Lucinda Prado














Hoje regressei a antiga casa de minha infância
Perco-me parada aos pés da porta de entrada
Uma força estranha abala-me a alma,inquieta
Dúvida cruel entre o ir e vir - a saudade é vencedora.

Meus pés se movem na lentidão dos degraus
Que me conduzem a antessala de minhas lembranças
Revejo-me pequenina e sorridente, quase feliz!
Ouço meus risos ecoando pelas paredes nuas.

Da janela da alma, me aproximo vagarosamente
Olhando pelos espaços de minha morada,
 Sem, no entanto ver claramente quão profunda é!
A mesma paisagem colorida, agora pertence ao tempo
A se perder entre brumas de estradas indistintas.

Perdi-me dentro de mim, atropelei caminhos e ruas
Escorreguei em pedras de minhas memórias, quase vazia.
Agonizo na escuridão de um cenário seco,
Semimorto, flutuante que se evapora ao vento
Vago pelas ruas turvas de minha velhice,
Onde fui parar que não me encontro?

(dedicado a uma senhorinha chamada Violeta)

Na foto: D. Inlidia e Lucinda Prado

18/03/2012

Insight poético – Lucinda Prado













Tu és como o vento
Que me chama lá fora,
Vez ou outra...
Adentra minha casa.

Nas minhas noites vazias
Procuro-te lá fora,
Na escuridão da noite
Ouço tua voz a cantar.

São baladas sonoras
De um coração a me chamar:
Venha para a noite,
Pois quero te embalar.

E melhor que venhas hoje,
Sabes que minhas noites são de poesias,
 E minha vida encantada
Nas rimas dos versos,
Se me escutas, sabes que tua alma
Vive em meus poemas
Mas em cada amanhecer
Despede-se num adeus.

Sua casa é meu corpo,
Minha boca sua morada,
Venha sorver a água da vida
E transmutar seus desejos,
Enche-me com seus fluidos
De odores adocicados,
Já não sei se vives em mim
Ou se vivo por você,
Meu doce companheiro
De noites mal dormidas

Se me faltas, sou vela perdida.
Se me atropelas a alma
De versos e prosas,
Me domas como meu dono.
Nas rimas puras de meus versos
Imprimo suas palavras
Sopradas ao relento,
São minhas líricas secretas
De seus cantos cedidos.

Tu és como o vento
Que me chama lá fora.

(Na foto : Lucinda Prado)